16 de agosto de 2018

O Desafio de Amar - 33º Dia


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33° Dia
O Amor completa um ao outro

Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão;
mas um só como se aquentará? 
(Eclesiastes 4: 11)


Deus cria o casamento com um homem e uma mulher e os faz um. E apesar do amor estar disposto a agir sozinho, se necessário, é sempre melhor quando essa performance não é solitária. amor pode agir sozinho se não houver outra maneira, mas existe um "caminho sobremodo excelente" (1 Coríntios 12:31). O amor nos desafia a não parar de amar até que se alcance esse caminho.

Esse aspecto "complementar" do amor foi revelado à humanidade desde o princípio. Deus deu origem à raça humana com um macho e uma fêmea - ambos parecidos mas com aspectos que completam um ao outro criados para viverem em harmonia.

Nosso corpo é feito um para o outro. Nossa natureza e temperamentos fornecem equilíbrio, nos capacitando a cumprir nossas tarefas de forma mais eficiente. A nossa união pode gerar filhos, e o nosso trabalho em equipe pode conduzi-los melhor a uma vida saudável e à maturidade. Onde um é fraco, o outro é forte. Quando um precisa construir algo, o outro está preparado para ajudar e encorajar. Multiplicamos a alegria um do outro e dividimos nossas tristezas.

A Bíblia diz, "Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante" (Eclesiastes 4:9-10). É como as suas mãos, que não apenas vivem juntas mas multiplicam a eficiência uma da outra. Com o objetivo de fazerem o que fazem, nenhuma das duas é totalmente completa sem a outra.

Embora as nossas diferenças sejam freqüentemente a fonte do desentendimento e do conflito, elas foram criadas por Deus e podem ser bênçãos infinitas se nós as respeitarmos.

Um de vocês pode cozinhar melhor, por exemplo, enquanto o outro é mais eficiente lavando a louça. Um pode ser mais gentil e capaz de manter a paz entre os membros da família, enquanto o outro lida com a disciplina mais direta e efetivamente. Um pode ter uma boa mente para os negócios, mas precisa do outro para ajudá-lo a ser generoso.

Quando aprendemos a aceitar essas diferenças em nosso cônjuge, podemos contornar a crítica e estar prontos para ajudar e apreciar um ao outro.

Mas alguns parecem não estar dispostos a superar as diferenças de seu (sua) companheiro (a). E, como resultado, eles perdem muitas oportunidades. Eles não se beneficiam da singularidade que faz cada um deles mais eficiente quando inclui o outro.

Um exemplo da Bíblia a esse respeito é Pôncio Pilatos, o governador romano que presidiu o julgamento de Jesus. Sem ter ciência de quem era Cristo e contrariando a sua própria opinião, ele permitiu que a multidão o influenciasse a condenar e crucificar Jesus.

Porém, a única pessoa que estava mais sensível ao que estava acontecendo era a esposa de Pilatos, que chegou a ele no auge do alvoroço e o advertiu de que estava cometendo um erro. "E estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas na questão desse justo, porque muito sofri hoje em sonho por causa dele" (Mateus 27:19).

Ela era aparentemente uma mulher de discernimento apurado que captou a magnitude desses eventos antes de seu marido. Certamente, a soberania de Deus estava em ação, e nada teria livrado Seu Filho de ir obedientemente à cruz por nós. Contudo, a rejeição de Pilatos à intuição de sua esposa revela um lado infeliz da natureza do homem que é constantemente ocultado. Deus fez as esposas para completarem seus maridos, e Ele muitas vezes dá a elas discernimento que seu marido não tem. Se esse discernimento é ignorado, a decisão do homem, na maioria das vezes, causa problemas.

A eficiência do seu casamento depende dos dois trabalhando juntos. Você tem alguma decisão importante a tomar sobre finanças ou plano de aposentadoria? Você está enfrentando um sério problema com um colega de trabalho? Está cada vez mais difícil lidar com ele? Você está lutando para saber que atitude tomar? Você está absolutamente convencido que as escolhas educacionais para seus filhos são as corretas, não importando o que seu cônjuge pense?

Não tente analisar tudo por você mesmo. Não desqualifique o direito dele de opinar em questões que dizem respeito a ambos. O amor entende que Deus uniu vocês com um propósito. E mesmo que você
acabe discordando das perspectivas do seu cônjuge, ainda assim você deve respeitar e levar em consideração a visão dele. Isto honra o plano de Deus para seu relacionamento e protege a unidade que Ele intenciona. Juntos, vocês são melhores do que sozinhos. Vocês precisam um do outro. Vocês se completam.

» Desafio de hoje »
Reconheça que o seu cônjuge é essencial para um futuro de sucesso. Faça-o saber hoje que você deseja incluí-lo em suas próximas decisões, e que você precisa do seu conselho e ponto de vista. Se você ignorou as idéias dele no passado, admita seu descuido e peça-o para perdoá-lo.

OBS: Anote as suas experiências quando você concluir o desafio.

Quais decisões futuras vocês podem tomar juntos? O que você aprendeu hoje a respeito do papel do seu cônjuge?

Revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição. (Colossenses 3: 14)

Fonte: O Desafio de Amar

12 de agosto de 2018

Série: Aprenda a evangelizar com Paulo (12/13)


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[ 12/13 ]

Bem-vindos à nova série de postagem “Aprenda a evangelizar com o apóstolo Paulo”. Ela foi adaptada do eBook “Transtornando o Mundo” de John Crotts, disponível para download gratuito.

Nesta postagem, Crotts explica os três tipos básicos de reação à evangelização com base em Paulo em Atenas.

O que acontece quando transtornamos nosso mundo?
O historiador relata três reações ao apelo da mensagem de Paulo – escárnio, procrastinação e fé.

Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião. A essa altura, Paulo se retirou do meio deles. Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais. (Atos 17:32-34)

Escárnio
A primeira edição do relato da ressurreição atiçou o desejo dos filósofos por mais (v. 19). A sequência, no entanto, encontrou parte do público exigindo seu dinheiro de volta. Ouvir a afirmação audaciosa da própria ressurreição, somado ao fato de que a ressurreição assegura um futuro julgamento, levou os portões previamente abertos do interesse do Areópago a se fecharem.

A erupção da hostilidade em seus corações endurecidos não ardeu silenciosamente. O escárnio explodiu da boca de alguns desses camaradas “mente aberta”. Lembre-se de que, para a mente grega, nossos corpos humanos e outras coisas físicas eram considerados maus. Apenas as coisas espirituais eram boas. A ideia de um corpo mau levantando-se da morte, que trazia a liberdade final, era bizarra e ofensiva. Mas Paulo não parou por aí, ele também usou a ressurreição como evidência de que os pecados deles seriam trazidos a julgamento por aquela mesma pessoa que ressuscitou! Isso era algum tipo de piada filosófica de mau gosto?

É significativo que o poeta grego Ésquilo tenha representado o deus Apolo, negando a possibilidade da ressurreição na ocasião da inauguração do próprio Areópago! “Uma vez que o homem tenha morrido e a terra tomado seu sangue, não há ressurreição”. Esta premissa pode ter alimentado a vileza do escárnio contra Paulo.

Procrastinação
O fato de que outros ouvintes comentaram, “A respeito disso te ouviremos noutra ocasião”, pode ser tomado como uma rejeição educada. Mas, vindo na esteira da reação anterior, estas palavras parecem mais uma consideração positiva do evangelho. Você não se sente grato, quando não é escorraçado com hostil rejeição ao compartilhar Cristo com outras pessoas? Deus está sempre trabalhando soberanamente por meio de sua palavra para realizar toda sorte de resultados. Mas, como alguém que anseia por uma resposta positiva para as boas novas, eu me alegro quando um ouvinte parece escutar a verdade, considerando-a honestamente.

Com o término desse maravilhoso combate, Paulo simplesmente vai embora – a reunião acabou. Podemos ser tentados a pensar neste evento como um fracasso, mas não foi. Mais uma vez, Deus está sempre trabalhando por meio de nossas interações com o evangelho, de formas mais abrangentes do que jamais poderemos imaginar nesta vida. Paulo fez seu trabalho. Ele se colocou no meio de um ambiente hostil, diante de uma multidão da elite intelectual, e falou a verdade. Ele não deu um “sermãozinho pré-evangelho de autoajuda”, esperando ser convidado para falar novamente na próxima semana. Ele não se perdeu numa tentativa de sobrepor a filosofia dos filósofos. Ele não deixou de fora as partes ofensivas das boas novas, como pecado, julgamento e, naquela cultura, a própria ressurreição. Ele falou tudo.

Com um público desprovido das fundações do Antigo Testamento, Paulo contou-lhes que Deus é criador e sustentador de toda a vida. Ele buscou ressoar com o conhecimento deles da revelação geral. Paulo os alertou sobre sua responsabilidade diante do Juiz ressurreto, Jesus. Ele removeu todas as potenciais desculpas da idolatria ignorante. E os atenienses ouviram o chamado ao arrependimento, antes que fosse tarde demais. A mensagem pode ter incluído outras coisas, além das que temos no resumo inspirado de Lucas, e certamente foi encurtada pelo público. Mas não é maravilhoso o que Paulo tinha a dizer? E não é igualmente maravilhoso que ele tenha tido a coragem para dizê-lo? Ele provavelmente ainda estava se recuperando das memórias dolorosas das últimas vezes em que foi espancado, apenas alguns meses antes.

Com seu trabalho concluído, Paulo vai embora. Mas perceba que ele não vai embora sozinho. Alguns homens se juntaram a ele e creram. Um desses homens e uma mulher proeminente são mencionados pelo nome. Você é capaz de imaginar o escárnio e os abusos que Dionísio, o areopagita, deve ter enfrentado? Há um custo em seguir a Cristo, e, indubitavelmente, Dionísio teve que fazer um pagamento substancial imediatamente! A tradição diz que ele se tornou o primeiro bispo de Atenas.

O nome da mulher era Dâmaris. Nada mais é dito sobre ela. Esta, no entanto, é a terceira cidade mencionada em nossa jornada em Atos 17, e a terceira indicação de uma mulher proeminente convertida (vs. 4, 12, 34)! Além desses dois, Lucas nos conta que “com eles, outros mais” se converteram.

Os atenienses dos dias de hoje tentaram compensar a falta de resposta de seus ancestrais do primeiro século, gravando o discurso de Paulo em uma placa de bronze, aos pés da rampa de subida para o Areópago. Eles também nomearam uma rua próxima ao local em honra ao apóstolo.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

10 de agosto de 2018

O Desafio de Amar - 32º Dia


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32° Dia
O Amor satisfaz as necessidades sexuais

O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com
a sua mulher, e da mesma forma a mulher
para com o seu marido.
(1 Coríntios 7:3)


Algumas pessoas acreditam que a Bíblia não tem nada de bom para dizer sobre sexo, como se tudo o que Deus quisesse fosse nos dizer quando não fazê-lo e com quem não fazê-lo. Na realidade, contudo, Deus tem grandes coisas a dizer a respeito do sexo e da bênção que ele pode ser para ambos, marido e esposa. Mesmo os limites e as restrições são maneiras de Deus manter a nossa experiência sexual em um nível muito mais elevado do que os anunciados na televisão e nos filmes.

No casamento cristão, o romance deve prosperar e florescer. Afinal de contas ele foi criado por Deus. É tudo uma questão de celebrar o que Deus nos deu, nos tornando um com nosso cônjuge enquanto, simultaneamente, alcançamos pureza e santidade. Ele se alegra em nós quando isso acontece.

Cantares de Salomão, por exemplo, apesar de ser freqüentemente interpretado de forma incorreta como nada mais que uma alegoria da paixão de Deus por Seu povo é, na verdade, uma linda história de amor. Ele descreve o ato sexual entre o marido e a esposa em detalhes poéticos, mostrando como um corresponde ao outro. Ele expressa como a honestidade e o entendimento em assuntos sexuais levam a uma vida segura de amor.

É verdade que o sexo é apenas um dos aspectos do casamento. Contudo, com o passar do tempo, um de vocês dará mais importância a ele do que o outro. Como resultado, a natureza da unidade como homem e mulher estará ameaçada e em perigo.

Mais uma vez, o fundamento bíblico do casamento foi originariamente expresso na criação de Adão e Eva. Ela foi feita para ser "alguém que o auxilie e o corresponda” (Gênesis 2:18). A unidade do relacionamento deles e de seu corpo físico era tão forte que foram considerados como "uma só carne" (Gênesis 2:24).

Esta mesma unidade é a marca de todo casamento. No ato do romance, unimos o 'nosso coração um ao outro em uma expressão de amor que nenhuma outra forma de comunicação pode atingir. É por esta razão que "o leito conjugal deve ser conservado puro" (Hebreus 13:4). Esta mesma experiência não é para ser compartilhada com mais ninguém.

Entretanto, nós somos fracos. E quando essa necessidade ilegítima é invalidada - quando é tratada como sendo egoísta, como sendo uma exigência do outro - nosso coração está sujeito a se afastar do casamento, tentado a preencher este desejo em algum outro lugar, de alguma outra forma.

Para agir contra essa tendência, Deus estabeleceu o casamento com a mentalidade de "uma só carne". "A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher" (1 Coríntios 7:4).

O sexo não é para ser utilizado como uma negociação. Ele não é algo que Deus nos permite reter sem conseqüências. Apesar de existirem abusos a esse padrão projetado divinamente, a essência do casamento é a de nos dar ao outro para satisfazer suas necessidades.

O sexo é uma oportunidade dada por Deus para cumprir esse propósito.

Então, "não se recusem um ao outro," a Bíblia adverte, "exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio" (1 Coríntios 7:5).

Você é a única pessoa chamada e designada por Deus para satisfazer as necessidades sexuais do seu cônjuge. Se você permitir que a distância cresça entre vocês nessa área, se você permitir que a rotina tenha lugar em seu casamento, você está tomando algo que, por direito (e exclusivamente), pertence ao seu cônjuge. Se você permitir que seu cônjuge saiba - através de palavras, ações ou falta de ação - que o sexo não precisa ser mais do que você quer que seja, você rouba dele o sentido de honra e ternura que foi estabelecido por ordem bíblica. Você viola a unidade "uma só carne" do casamento.

Então, seja você aquele que se vê como o que está sendo privado, ou aquele que admite estar privando o outro, saiba que o plano de Deus é que vocês encontrem o equilíbrio e cheguem a um acordo. Mas saiba também que o caminho para cheguem até lá não é alcançado com reclamações, argumentações e mau humor. O amor é a única maneira de restabelecer a união apaixonada entre vocês. Cada um dos aspectos que O Desafio de Amar aborda - paciência, bondade, generosidade, atenção, proteção, honra e perdão - terá um papel na renovação da intimidade sexual de vocês. Quando o amor de Cristo é a fundação do seu casamento, a força da amizade e a relação sexual podem ser experimentadas a um nível que o mundo nunca conhecerá.

"Vocês foram comprados por alto preço", Deus declarou (1 Coríntios 6:20). Ele colocou o Seu amor em você e fez tudo para lhe fazer desejá-la. Agora é a sua vez de pagar o preço do amor para ganhar o coração da sua esposa ou do seu marido. Quando agir assim, você sentirá a felicidade absoluta que flui quando o sexo é feito por todas as razões corretas. E, como se não fosse suficiente, você também terá a oportunidade de "glorificar a Deus com o seu próprio corpo" (1 Coríntios 6:20). Que bonito!

» Desafio de hoje »
Se possível, relacione-se sexualmente com o seu marido ou com sua esposa hoje. Faça isso de maneira que honre o que seu cônjuge lhe disse (ou deixou implícito) a respeito das necessidades dele em relação à sexualidade. Peça a Deus para que esse momento seja agradável para os dois e para que também seja um caminho para uma intimidade cada vez maior.

OBS: Anote as suas experiências quando você concluir o desafio.

Essa foi uma experiência satisfatória para você? Se não aconteceu da maneira como você esperava, o que você acha que está dificultando a situação? Você já se comprometeu em levar isso a Deus em oração? Se foi bênção para os dois, o que você pode aprender com isto para o futuro?

Quão formosa, e quão aprazível és, 
ó amor em delicias! 
(Cantares de Salomão 7:6)

Fonte: O Desafio de Amar

5 de agosto de 2018

Série: Aprenda a evangelizar com Paulo (11/13)


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Bem-vindos à nova série de postagem “Aprenda a evangelizar com o apóstolo Paulo”. Ela foi adaptada do eBook “Transtornando o Mundo” de John Crotts, disponível para download gratuito.

Nesta postagem, Crotts explica o último ponto da mensagem evangelística de Paulo para intelectuais não-judeus.

5. Deus julgará o mundo
Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos. (Atos 17:30-31)

A sábia ignorância ateniense é um tema recorrente para Paulo. Os tempos da ignorância foram aqueles quando a luz da revelação de Deus estava confinada a uma única nação. Ao invés de brilhar a luz de Deus abençoando as outras nações, Israel a escondeu debaixo de um grande alqueire. O resto do mundo se chafurdava na ignorância. Conforme já vimos, no entanto, o mundo jamais ficou em completa escuridão.

A fraca luz da revelação geral na criação, nas consciências e na provisão (Atos 14:16, 17) esteve sempre brilhando. Mas, em sua pecaminosidade, as nações suprimiram sua luz. A ignorância espiritual nunca é uma bênção porque nunca é inocente. As superstições pagãs e as falsas religiões que estão sendo praticadas, neste exato momento, ao redor de todo o mundo não são inofensivas. Os participantes destas atividades religiosas vazias estão pecando contra o único Deus verdadeiro. Eles são culpados.

O fato de que o tempo de ignorância passada não tenha sido “levado em conta” confirma que era uma ignorância culpada. “Vocês, atenienses”, Paulo diz, “são culpados diante de Deus, não importa o quão piedosamente vocês tenham agido longe de Deus”.

“Não levar em conta” não significa despercebido ou perdoado. Romanos 3:25 afirma que Deus propôs Jesus, “no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”. Atos 14:16, 17, Romanos 3:25 e Atos 17 indicam a todos que a vinda de Cristo proporcionou um novo começo no relacionamento de Deus com a humanidade. O evangelho de Cristo foi lançado a partir de Israel às nações, mas agora as nações são consideradas em um padrão mais alto de responsabilidade. F. F. Bruce conclui corretamente que “Se a ignorância da natureza divina era passível de culpa antes, agora ela é indesculpável”.

O chamado para arrependimento é universal. Não somente todas as pessoas precisam se arrepender, mas todas as pessoas de todos os lugares. A culpa pela ignorância brevemente será chamada a prestar contas. Arrependa-se! Arrependimento é uma mudança na cosmovisão mais fundamental de uma pessoa, ou uma atitude do coração que produz uma mudança no estilo de vida. Em Atenas, assim como em Tessalônica, abandonar os ídolos seria uma evidência de arrependimento (“deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro”, 1 Tessalonicenses 1.9), mas em ambos os casos este chamado não é limitado aos ídolos. Deus exige uma completa mudança de coração e vida.

Há três fatos imutáveis sobre o julgamento vindouro, no versículo 31:

O Julgamento Vindouro Será Mundial
Todas as pessoas vivendo no dia em que Jesus retornar estarão qualificadas para o julgamento. Todas as pessoas que morreram antes da volta de Jesus também se qualificam para o julgamento. Pessoas ricas e pessoas pobres serão julgadas. Os altos e os baixos também serão julgados. O Juiz olhará para baixo, para as pessoas com cabelos de todas as cores, olhos de todas as cores e peles de todas as cores. Não será feita nenhuma exceção.

O Julgamento Vindouro Será Justo
Não haverá possibilidade de injustiças. Nenhum advogado manhoso conseguirá livrar um réu culpado diante do juiz. Este julgamento será uma grande demonstração da justiça essencial de Deus.

O Julgamento Vindouro foi Determinado
Eu não sei qual dia foi determinado para o julgamento, mas eu sei que um dia já foi determinado. Cada dia que passa nos leva para mais perto do dia do julgamento já marcado. Conforme Kent Hughes disse, “A humanidade não está se movendo para a extinção (como os epicureus pensavam), nem em direção a uma absorção no cosmos (como os estoicos pensavam). Mas a humanidade está se movendo [diretamente] em direção ao julgamento divino”.

Não somente o dia já foi determinado, mas também o juiz já foi designado. Quem é o juiz designado?

… como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele… e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados. (Atos 10:38, 42-43)

Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo. (João 5:25-29)

“Todas as nações foram criadas a partir do primeiro homem, Adão; por meio do último Adão, todas as nações serão julgadas”. A validação visível de Jesus como juiz veio quando ele foi levantado dos mortos. A ressurreição vindicou Jesus e o declarou tanto Senhor, quanto juiz. Conforme Paulo disse, em sua mensagem aos atenienses, Deus “destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”.

Tudo quanto Jesus ensinou foi confirmado pela ressurreição. Jesus não era apenas mais um mestre bem intencionado, alguém que era sincero, mas sinceramente errado. Ele não morreu meramente por uma causa nobre. Jesus Cristo foi literalmente erguido corporalmente dos mortos no terceiro dia. Sua mensagem era justa e o seu julgamento é certo.

E lá está Paulo, em pé, no centro do palco da capital intelectual e religiosa do Império Romano. Ninguém lá acredita que uma pessoa poderia se levantar dentre os mortos. Mas, por acaso Paulo engaja seu público em uma fundamentação filosófica para a plausibilidade da ressurreição? Não, ele simplesmente diz isso. Ao invés de tentar provar que Jesus está vivo, ele proclama que Jesus está vivo e deixa o Espírito Santo abrir os corações de seus ouvintes para a autenticidade de seu relato. Então, depois de simplesmente proclamar a ressurreição como um fato, ele a usa como prova do julgamento vindouro.