26 de setembro de 2015

Análise dos Livros da Bíblia - Mateus


Mateus

AUTOR
Mateus (também chamado Levi), um dos doze apóstolos, Mc 2.14. Foi sem dúvida um judeu que também era publicano romano, Mt 10.3

Quando foi chamado por Jesus, deixou tudo e o seguiu, Lc 5.27-28. Preparou um grande banquete para Cristo, ao qual este assistiu, apesar de os publicanos serem desprezados, Lc 5.29.

DESTINATÁRIOS
Principalmente os judeus. Este ponto de vista está confirmado pelas referências às profecias hebraicas, cerca de sessenta, e pelas aproximadamente quarenta citações do Antigo Testamento. Ressalta especialmente a missão de Cristo aos judeus, Mt 10.5-6; 15.24.

PALAVRAS CHAVES
Cumprimento, repetida com frequência para indicar que as profecias do Antigo Testamento se cumpriram em Cristo. 
Reino, aparece cinquenta vezes, e reino dos céus trinta vezes. Jesus como rei, 2.2; 21.5; 22.11; 25.34; 27.11, 37, 42.

PROPÓSITO APARENTE
Mostrar que Jesus de Nazaré era Rei Messias da profecia hebraica.

PARTICULARIDADES
I - A genealogia completa de Cristo, 1.1-17;

II - Incidentes e discursos encontrados somente neste evangelho;
a) Cap. 2, a visita dos magos, v.1. A fuga para o Egito. vv. 13-14. A matança dos meninos, v. 16. A volta a Nazaré, vv. 19-23;
b) Cap.3, os fariseus e os saduceus vêm a João Batista, v. 7;
c) Caps. 5-7, o Sermão do Monte (completo);
d) Mt 11.28, "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados";
e) Mt 14.28-31, Pedro caminha sobre a água;
f) Cap. 23, denuncia aos fariseus em um longo discurso;
g) Mt 26.15, as trinta peças de prata aceitas por Judas;
h) Cap. 27, a devolução das trinta peças de prata, vv. 3-10. O sonho da esposa de Pilatos, v. 19. Aparição dos santos ressuscitados, v. 52. A guarda no túmulo, vv. 64-66; e
i) Cap. 28, o suborno dos soldados, vv. 12-13.

III ) Milagres encontrados somente no livro de Mateus;
a) A cura dos dois cegos, 9.28-30; e
b) O dinheiro do tributo, 17.24-27.

IV) Parábolas encontradas somente em Mateus;
a) Cap. 13, o joio, v. 24; o tesouro escondido, v. 44;
b) Cap. 18, O credor incompassivo, v. 23;
c) Cap. 20, os trabalhadores da vinha, vv. 1-16;
d) Cap. 21, os dois filhos, vv. 28-32;
e) Cap. 22, as bodas do filho do rei, vv. 1-14; e
f) Cap. 25, as dez virgens, vv. 1-13. Os talentos, vv. 14-30. As ovelhas e os bodes, vv. 31-46.

ANÁLISE
Do ponto de vista do reino de Cristo
O Rei. A história do Rei Messias. 
  • Linhagem e nascimento, cap. 1;
  • Sua busca, cap. 2.2;
  • Sua adoração, cap. 2.11;
  • Seu anúncio, cap. 3.1-12;
  • Sua vitória espiritual, cap. 4.1-11;
  • Sua proclamação, cap. 4.17;
  • A chamada de seus seguidores, cap. 4.18-22;
  • Suas leis e mandamentos, caps. 5-7;
  • Sua palavras e obras, caps. 8-12;
  • Suas parábolas, cap. 13;
  • O assasínio de seu precursor, cap. 14.1-12;
  • Seu poder sobre as forças da natureza e sobre a doença, cap. 14.14-36; 15.32-39;
  • Sua revelação da insensibilidade do homem e de seus sofrimentos e glória futuros, caps. 16-17;
  • Sua instrução acerca dos princípios do reino, caps. 18-20;
  • Sua entrada triunfal na capital, sua rejeição, parábolas e profecias, cap. 21.1-22;
  • Sua capacidade de frustrar os complôs dos fariseus e dos saduceus, cap. 22.15-46;
  • Sua denúncia contra os líderes, cap. 23;
  • Suas profecias e parábolas relacionadas com o futuro, caps. 24-25;
  • Eventos que levarão à sua traição, cap. 26.1-46;
  • Seu juízo, cap. 26.57-75; 27.1-31;
  • Sua crucificação, cap. 27.31-50;
  • Os eventos que se seguirão imediatamente à sua morte, cap. 27.51-56; e
  • Sua reaparição na terra, e sua comissão aos seus seguidores, cap. 28.
Fonte: Bíblia de Referência Thompson

25 de setembro de 2015

Artigos: Os Dez Mandamentos


Os Dez Mandamentos - Descobrindo a Plenitude dos Mandamentos de Deus

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10º - Não cobiçarás

Muitos indivíduos são como o jovem rico ao ouvir Jesus dizer: “Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 19.18-19). Eles, do mesmo modo, prontamente respondem: “Tudo isso tenho observado” (v. 20). Uma pessoa pode argumentar que nunca matou, adulterou ou furtou – por mais inverídica que seja essa reivindicação. Contudo, nenhuma pessoa em sã consciência diria que jamais cobiçou.

O último dos Dez Mandamentos, “Não cobiçarás”, se distingue dos demais. Nessas poucas palavras, o próprio coração da lei de Deus nos é apresentado. A lei de Deus não se preocupa apenas com nossas ações. “Não cobiçarás” anuncia sem reservas que os nossos pensamentos, sentimentos e inclinações – questões do coração – têm grande importância para o Senhor.

O pecado que ele confronta é um companheiro nosso muito familiar. Ele vem à tona quando ouvimos da promoção de um colega de trabalho, quando vemos um carro novo na garagem ao lado ou quando refletimos sobre aquela família aparentemente perfeita na igreja. Esse inimigo ergue sua cabeça maligna num instante. Não precisamos procurar por ele ou ser ensinados nele. Em vez disso, ele vem naturalmente. E, embora esse pecado seja um familiar conhecido, ele não é nenhum amigo. É um adversário oportunista e mortal que captura o coração, altera as afeições, ocupa a mente e destrói uma vida. Onde há paz, ele traz hostilidade; onde há amor, ele suscita divisão; e onde há contentamento, ele gera reclamação.

Por que a cobiça é tão mortal? Porque ela nunca pode ser satisfeita. A cobiça implacavelmente anseia por mais deste mundo e alguém cujos pensamentos, afeições e coração se ocupem do mundo deixará de buscar os céus. A cobiça leva ao abandono do amor por Deus e leva o indivíduo a odiar o seu próximo. Ela empurra o coração no poço dos interesses egoístas e no atoleiro e no lamaçal da inveja, da calúnia, do adultério, do orgulho, da desonra, do homicídio, do furto e da idolatria. Tem-se dito corretamente que, quando quebramos qualquer dos primeiros nove mandamentos, também quebramos o décimo mandamento.

Como combatemos esse pecado do coração? Deixe-me oferecer três simples encorajamentos bíblicos: olhe para Cristo, viva em contentamento e regozige-se em gratidão.

Primeiro, olhe para Cristo e as coisas do alto. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”, disse o Senhor (Mateus 6.33). Quanto mais valorizamos Cristo, menos atribuímos valor imoderado às coisas terrenas. Quanto mais desejamos Cristo, menos ansiamos pelas coisas deste mundo. Honra, riqueza, possessões materiais, reputação, sucesso mundano e até saúde possuem pouco brilho quando comparados à radiante glória de Deus na pessoa de Cristo (Hebreus 1.3). Quando o buscamos, descobrimos que os tesouros terrenos sustentam prazeres transitórios, mas a alegria em Cristo é eterna (Salmo 103.17). Eles possuem promessas vazias, mas as promessas de Cristo são seguras. Eles oferecem conforto, mas Cristo o garante (Mateus 11.28-30). Seguir a Cristo é um empreendimento diferente de todos os outros, pois ele nunca desaponta. A sua beleza, amabilidade, conforto, paz e alegria ultrapassam tudo o que este mundo tem a oferecer.

Segundo, se desejamos que a cobiça não tenha nenhuma influência em nossas vidas, devemos também buscar viver em contentamento. Contentamento não é algo que corremos para alcançar, mas algo em que descansamos. O apóstolo Paulo disse: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Filipenses 4.11b). Ele disse a Timóteo: “Grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento” (1 Timóteo 6.6). Paulo cria em um Deus soberano que governa os céus e a terra, bem como confiava nele. Ele sabia que a providência de Deus proveria para as suas necessidades. O que quer que ele possuísse era suficiente, então ele podia descansar contente. Se Deus achasse que seria bom para nós ter mais, ele nos daria mais. Cada cristão corretamente busca manter essa mentalidade. E, quando esse é o caso, que alegria o contentamento traz à vida cristã! Contentamento é uma daquelas joias raras; uma vez encontrada e entesourada, preenche a alma de deleite.

Por fim, talvez a maior força que possamos reunir contra a cobiça seja nos regozijarmos em gratidão. A gratidão leva a vida cristã para longe da perigosa areia movediça do descontentamento. É difícil estar contente em todas as circunstâncias se a gratidão não habita em nossos corações. O apóstolo Paulo nos exorta, mesmo quando estamos lutando com a ansiedade, a “[tornarmos] conhecidas, diante de Deus, as [nossas] petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Filipenses 4.6). Nós desejamos agradecer a Deus por aquilo que temos recebido e aquilo que ele deu. “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto” (Tiago 1.17). Portanto, nós não apenas nos alegramos naquilo que pessoalmente recebemos, mas também nas boas dádivas que o Senhor concedeu a outros. Nós e os outros não desfrutamos desses dons por mera coincidência. Com isto nós podemos nos regozijar em gratidão.

Amado cristão, olhe para Cristo, viva em contentamento e alegre-se em gratidão e mande a cobiça para longe do seu coração e da sua vida. Ela é um inimigo mortal com o qual não se deve brincar. Em vez disso, vivamos em amor por Deus e pelo próximo – ajuntando os nossos tesouros lá nos céus.

24 de setembro de 2015

Livros - Manual de Teologia Sistemática Wayne Grudem



Atual, Clara, Honesta, Abrangente e Relevante,

Assim é a Teologia Sistemática de Wayne Grudem. Não se trata de apenas um manual de teologia sistemática, mas de uma obra de referência na mais completa acepção do termo. Aqui você vai encontrar um tratamento sério e franco de questões como:

  • Batalha espiritual;
  • O papel da mulher na liderança da igreja (não deixando de fora a discussão sobre o pastorado feminino);
  • Quem são e que fazem os anjos;
  • Dons espirituais na igreja (incluindo dons como cura, profecia e outros superestimados ou desvalorizados pelas igrejas de hoje); e
  • A criação do mundo (ou seria mesmo evolução?).
Além dessas questões, encontrará também todos os temas clássicos de uma sistemática. O texto é claro, leve, comunicativo e isento de termos técnicos desnecessário.




15 de setembro de 2015

Personagens Bíblicos - José

Esboços Biográficos de Personagens Preeminentes da Bíblia

José
O jovem cujos sonhos converteram-se em realidade

I - Seus primeiros anos
  1. Era filho de Jacó e de Raquel, Gn 30.22-24;
  2. Era o filho preferido de seu pai, Gn 37.3;
  3. Devido à parcialidade paterna, é odiado por seus irmãos, Gn 27.3-11;
  4. Seus sonhos, Gn 37.5-10; e
  5. Vendido ao Egito, Gn 37.12-28
II - Sua vida em terra estranha, Gn 39.1-50

III - Sete passos para a honradez
  1. Influência piedosa, Gn 39.2-3;
  2. Honradez nos negócios, Gn 39.5-6;
  3. Resistência à tentação, Gn 39.7-9;
  4. Graça divina, Gn 39.21;
  5. Circunstâncias providenciais, Gn 40.5-8;
  6. Honra a Deus, Gn 41.16; e
  7. Revelações divinas, Gn 41.25-36
IV - Mostra um espírito similar ao de Cristo
  1. Ao perdoar o pecado de seus irmãos, Gn 45.15;
  2. Em sua devoção filial, Gn 46.29; e
  3. Ao retribuir o mal com o bem, Gn 50.19-21
Fonte: Bíblia de Referência Thopmson