27 de julho de 2013

Artigo - Pregando Cristo no Antigo Testamento (8)

por Dario de Araújo Cardoso

Esta é uma série de postagens sobre como pregar a Cristo no Antigo Testamento. Muitos tem pregado de forma errada usando o Velho Testamento para pregações moralistas ou de auto-ajuda. Pregador, quer aprender a pregar com base no Antigo Testamento? Esta série de postagem lhe dará uma boa introdução.

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3. A PREGAÇÃO CRISTOCÊNTRICA APLICADA AOS PERSONAGENS BÍBLICOS

3.1. O método cristocêntrico

O método cristocêntrico histórico-redentor ou, simplesmente, cristocêntri­co, posiciona-se entre o método teocêntrico de Calvino e o método cristológico de Lutero. Greidanus define assim sua proposição:
O método cristocêntrico complementa o método teocêntrico de interpretação do Antigo Testamento procurando fazer justiça ao fato de que a história de Deus de trazer seu reino sobre a terra é centrada em Cristo: Cristo, o centro da história da redenção, Cristo o centro das Escrituras. Na pregação de qualquer porção das Escrituras, deve-se entender sua mensagem à luz desse centro: Jesus Cristo.
Deve ser deixado claro que o propósito do método não é impor a refe­rência a Cristo a todos os textos, mas ver todas as narrativas biográficas à luz de Jesus Cristo, por compreender ser este o modo correto de entender de toda a Escritura em seus ensinos, leis, profecias e visões.

Greidanus explica que o primeiro passo é entender a passagem dentro de seu próprio contexto histórico-cultural. A passagem deve ser ouvida do modo como Israel a ouviu, para só depois ser compreendida nos contextos mais amplos do cânon e da história da revelação. Nesse passo, o pregador deve fazer justiça a três aspectos característicos do texto: o literário, o histórico e o teocêntrico. Tais aspectos serão contemplados na aplicação dos cânones da exegese histórico-gramatical. Para os nossos propósitos, deve-se destacar, como o faz Greidanus, a importante pergunta sobre “o que essa passagem revela a respeito de Deus e sua vontade”. Esse questionamento chama a atenção para o fato de que Deus revelou-se e fez registrar essa revelação na Escritura. Faz o pregador desviar-se da tentação de focar sua atenção simplesmente no personagem, ou mesmo na relação entre o personagem e Deus, mas, primaria­mente, na relação entre Deus e o personagem. De acordo com Chapell, “por concentrar no que Deus está efetuando mediante o registro de cada evento, o relato de cada personalidade, e os princípios em cada ensino, o pregador protege a mensagem de se degenerar em adoração de mero herói humano”.

Em seguida deve-se compreender que os textos não podem ser entendidos isoladamente, mas devem ser entendidos dentro do contexto de toda a Bíblia e da história redentora.
 Um sermão cristão sobre o Antigo Testamento necessariamente irá na direção do Novo Testamento. Isso é óbvio quando o texto contém uma promessa que é cumprida em Cristo: o pregador não pode parar na promessa, mas, naturalmente, irá prosseguir com o sermão até o seu cumprimento. O mesmo ocorre quando o texto contém um tipo que é cumprido em Cristo: o sermão vai do tipo para o antítipo. Isso também acontece quando o texto relata um tema que é mais de­senvolvido no Novo Testamento: no sermão, o pregador vai do tema do Antigo Testamento para seu desenvolvimento mais completo no Novo Testamento.
Tal necessidade pode ser estendida a todos os textos, pois firma-se no princípio de que a Escritura registra a história única da redenção. Cada episó­dio não está isolado em si mesmo, mas conduz o leitor em direção ao clímax, no caso do Antigo Testamento, ou decorre dele, no caso do Novo Testamento. Essa progressão pode ser observada tanto como continuidade quanto como descontinuidade, mas sempre haverá correlação. Sendo Cristo o clímax da história redentiva, deve-se perguntar por qual caminho esse texto pode chegar a Cristo? De acordo com Greidanus: “O caminho da progressão histórico- redentora? Da promessa-cumprimento? Da tipologia? Da analogia? Dos temas longitudinais? Ou do contraste? … [ou] as referências do Novo Testamento[?]”.

[cont.]
Fonte: Voltemos ao Evangelho  Divulgação: Massoreticos

Documentário História das Religiões - Ceticismo

Uma produção da Europa Collection apresentada através de três DVDs em português. Reportagens sobre as seguintes Tradições Religiosas: 
  • O Protestantismo;
  • O Budismo;
  • Clássicos e Mitos do Mediterrâneo;
  • Catolicismo;
  • Ceticismo;
  • Confucionismo e Taoísmo;
  • Hinduísmo;
  • Islamismo;
  •  Religiões Africanas e Afro-Americanas;
  • Antigas Religiões da Bacia do Mediterrâneo;
  • Religiões das Pequenas Sociedades; e
  • Xintoísmo.

Cada uma destas Tradições é apresentada em arquivos separados, que poderão contribuir na formação de professores e mesmo como atividades para o cotidiano escolar. 


Lembre-se: "Não se aparte da tua boca o Livro desta lei; medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo o que nele está escrito[...]" Josué 1.8

 A Bíblia é a Palavra Escrita de Deus, que ela seja sua única regra de fé e prática!
Ceticismo
OBS: O arquivo está compactado, ou seja, com a extensão (.rar). Você precisará de um descompactador de arquivos. Segue o link de um excelente descompactador, o WinRAR e de um leitor de mídia, o VLC, pois os arquivos estão no formato (rmvb).

Bíblia em Áudio MP3 - Filipenses

O blog Massoreticos disponibiliza para download os livros do "Novo Testamento em Áudio MP3" versão King James. Uma excelente ferramenta para àqueles que tem dificuldade na leitura. 
O décimo primeiro livro está disponível!

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Filipenses
 

26 de julho de 2013

Análise dos Livros da Bíblia - Neemias

Nos manuscritos hebraicos os livros de Esdras e Neemias aparecem como um só livro.

AUTOR OU COMPILADOR
Indeterminado. Muitos eruditos consideram grande parte do livro como uma autobiografia de Neemias.

TEMAS PRINCIPAIS
A reconstrução dos muros de Jerusalém , a repetição de certas leis divinas e a restauração das ordenanças antigas.

SINOPSE
I. Um estudo dos tipos.
(1). Tema. A reconstrução dos muros de Jerusalém considerada como um tipo do crescimento do reino de Deus na terra.  
a) Os muros derrubados (cap. 1.3) podem tipificar as defesas debilitadas do reino de Deus;
b) A temporada preliminar de jejum e oração (cap. 1.4-11) pode ser tipo da atitude mental que deve preceder a todos os grandes empreendimentos espirituais;
c) O sacrifício de Neemias de um importante posto pelo bem da causa (cap. 2.5) pode ser tipo do serviço sacrificial sempre necessário quando se leva a cabo uma grande obra;
d) A inspeção da cidade à noite (cap. 2.15-16) pode tipificar a necessidade de enfrentar os fatos antes de começar o trabalho construtivo;
e) A busca de cooperação (cap. 2.17-18) pode ser um tipo de elemento essencial em toda obra bem sucedida; e
f) O recrutamento de todas as classes (cap. 3) pode ser tipo da importância de uma organização completa.

(2) Podemos empregar os mesmos métodos para vencer obstáculos na obra espiritual.
a) O escárnio, cap. 2.19, vencido pela confiança em Deus, cap. 2.20;
b) A ira e o desprezo, cap. 4.3, vencidos pela oração e pelo trabalho árduo, cap. 4.4-6;
c) A conspiração, cap. 4.7-8, vencida pela vigilância e a oração, cap. 4.9;
d) O desânimo dos amigos, cap. 4.10-12, vencido com uma coragem constante, cap. 4.13-14;
e) A ganância egoísta, cap. 5.1-5, vencida pela repreensão e pelo exemplo de abnegação, cap. 5.6-17; e
f) A obra foi concluída, e os inimigos ficaram perplexos pelo constante esforço, cap. 6.1-15.

II. Eventos finais
a) Repetição e exposição da lei divina, cap. 8;
b) A confissão dos sacerdotes e dos levitas e a confirmação da aliança, caps. 9-10;
c) A chamada do povo para habitar em Jerusalém, cap. 11; 
d) A dedicação do muro, cap. 12; e
e) As reformas sociais e religiosas, cap. 13

Fonte: Bíblia de Referência Thompson