12 de agosto de 2018

Série: Aprenda a evangelizar com Paulo (12/13)


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Bem-vindos à nova série de postagem “Aprenda a evangelizar com o apóstolo Paulo”. Ela foi adaptada do eBook “Transtornando o Mundo” de John Crotts, disponível para download gratuito.

Nesta postagem, Crotts explica os três tipos básicos de reação à evangelização com base em Paulo em Atenas.

O que acontece quando transtornamos nosso mundo?
O historiador relata três reações ao apelo da mensagem de Paulo – escárnio, procrastinação e fé.

Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião. A essa altura, Paulo se retirou do meio deles. Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais. (Atos 17:32-34)

Escárnio
A primeira edição do relato da ressurreição atiçou o desejo dos filósofos por mais (v. 19). A sequência, no entanto, encontrou parte do público exigindo seu dinheiro de volta. Ouvir a afirmação audaciosa da própria ressurreição, somado ao fato de que a ressurreição assegura um futuro julgamento, levou os portões previamente abertos do interesse do Areópago a se fecharem.

A erupção da hostilidade em seus corações endurecidos não ardeu silenciosamente. O escárnio explodiu da boca de alguns desses camaradas “mente aberta”. Lembre-se de que, para a mente grega, nossos corpos humanos e outras coisas físicas eram considerados maus. Apenas as coisas espirituais eram boas. A ideia de um corpo mau levantando-se da morte, que trazia a liberdade final, era bizarra e ofensiva. Mas Paulo não parou por aí, ele também usou a ressurreição como evidência de que os pecados deles seriam trazidos a julgamento por aquela mesma pessoa que ressuscitou! Isso era algum tipo de piada filosófica de mau gosto?

É significativo que o poeta grego Ésquilo tenha representado o deus Apolo, negando a possibilidade da ressurreição na ocasião da inauguração do próprio Areópago! “Uma vez que o homem tenha morrido e a terra tomado seu sangue, não há ressurreição”. Esta premissa pode ter alimentado a vileza do escárnio contra Paulo.

Procrastinação
O fato de que outros ouvintes comentaram, “A respeito disso te ouviremos noutra ocasião”, pode ser tomado como uma rejeição educada. Mas, vindo na esteira da reação anterior, estas palavras parecem mais uma consideração positiva do evangelho. Você não se sente grato, quando não é escorraçado com hostil rejeição ao compartilhar Cristo com outras pessoas? Deus está sempre trabalhando soberanamente por meio de sua palavra para realizar toda sorte de resultados. Mas, como alguém que anseia por uma resposta positiva para as boas novas, eu me alegro quando um ouvinte parece escutar a verdade, considerando-a honestamente.

Com o término desse maravilhoso combate, Paulo simplesmente vai embora – a reunião acabou. Podemos ser tentados a pensar neste evento como um fracasso, mas não foi. Mais uma vez, Deus está sempre trabalhando por meio de nossas interações com o evangelho, de formas mais abrangentes do que jamais poderemos imaginar nesta vida. Paulo fez seu trabalho. Ele se colocou no meio de um ambiente hostil, diante de uma multidão da elite intelectual, e falou a verdade. Ele não deu um “sermãozinho pré-evangelho de autoajuda”, esperando ser convidado para falar novamente na próxima semana. Ele não se perdeu numa tentativa de sobrepor a filosofia dos filósofos. Ele não deixou de fora as partes ofensivas das boas novas, como pecado, julgamento e, naquela cultura, a própria ressurreição. Ele falou tudo.

Com um público desprovido das fundações do Antigo Testamento, Paulo contou-lhes que Deus é criador e sustentador de toda a vida. Ele buscou ressoar com o conhecimento deles da revelação geral. Paulo os alertou sobre sua responsabilidade diante do Juiz ressurreto, Jesus. Ele removeu todas as potenciais desculpas da idolatria ignorante. E os atenienses ouviram o chamado ao arrependimento, antes que fosse tarde demais. A mensagem pode ter incluído outras coisas, além das que temos no resumo inspirado de Lucas, e certamente foi encurtada pelo público. Mas não é maravilhoso o que Paulo tinha a dizer? E não é igualmente maravilhoso que ele tenha tido a coragem para dizê-lo? Ele provavelmente ainda estava se recuperando das memórias dolorosas das últimas vezes em que foi espancado, apenas alguns meses antes.

Com seu trabalho concluído, Paulo vai embora. Mas perceba que ele não vai embora sozinho. Alguns homens se juntaram a ele e creram. Um desses homens e uma mulher proeminente são mencionados pelo nome. Você é capaz de imaginar o escárnio e os abusos que Dionísio, o areopagita, deve ter enfrentado? Há um custo em seguir a Cristo, e, indubitavelmente, Dionísio teve que fazer um pagamento substancial imediatamente! A tradição diz que ele se tornou o primeiro bispo de Atenas.

O nome da mulher era Dâmaris. Nada mais é dito sobre ela. Esta, no entanto, é a terceira cidade mencionada em nossa jornada em Atos 17, e a terceira indicação de uma mulher proeminente convertida (vs. 4, 12, 34)! Além desses dois, Lucas nos conta que “com eles, outros mais” se converteram.

Os atenienses dos dias de hoje tentaram compensar a falta de resposta de seus ancestrais do primeiro século, gravando o discurso de Paulo em uma placa de bronze, aos pés da rampa de subida para o Areópago. Eles também nomearam uma rua próxima ao local em honra ao apóstolo.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

10 de agosto de 2018

O Desafio de Amar - 32º Dia


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32° Dia
O Amor satisfaz as necessidades sexuais

O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com
a sua mulher, e da mesma forma a mulher
para com o seu marido.
(1 Coríntios 7:3)


Algumas pessoas acreditam que a Bíblia não tem nada de bom para dizer sobre sexo, como se tudo o que Deus quisesse fosse nos dizer quando não fazê-lo e com quem não fazê-lo. Na realidade, contudo, Deus tem grandes coisas a dizer a respeito do sexo e da bênção que ele pode ser para ambos, marido e esposa. Mesmo os limites e as restrições são maneiras de Deus manter a nossa experiência sexual em um nível muito mais elevado do que os anunciados na televisão e nos filmes.

No casamento cristão, o romance deve prosperar e florescer. Afinal de contas ele foi criado por Deus. É tudo uma questão de celebrar o que Deus nos deu, nos tornando um com nosso cônjuge enquanto, simultaneamente, alcançamos pureza e santidade. Ele se alegra em nós quando isso acontece.

Cantares de Salomão, por exemplo, apesar de ser freqüentemente interpretado de forma incorreta como nada mais que uma alegoria da paixão de Deus por Seu povo é, na verdade, uma linda história de amor. Ele descreve o ato sexual entre o marido e a esposa em detalhes poéticos, mostrando como um corresponde ao outro. Ele expressa como a honestidade e o entendimento em assuntos sexuais levam a uma vida segura de amor.

É verdade que o sexo é apenas um dos aspectos do casamento. Contudo, com o passar do tempo, um de vocês dará mais importância a ele do que o outro. Como resultado, a natureza da unidade como homem e mulher estará ameaçada e em perigo.

Mais uma vez, o fundamento bíblico do casamento foi originariamente expresso na criação de Adão e Eva. Ela foi feita para ser "alguém que o auxilie e o corresponda” (Gênesis 2:18). A unidade do relacionamento deles e de seu corpo físico era tão forte que foram considerados como "uma só carne" (Gênesis 2:24).

Esta mesma unidade é a marca de todo casamento. No ato do romance, unimos o 'nosso coração um ao outro em uma expressão de amor que nenhuma outra forma de comunicação pode atingir. É por esta razão que "o leito conjugal deve ser conservado puro" (Hebreus 13:4). Esta mesma experiência não é para ser compartilhada com mais ninguém.

Entretanto, nós somos fracos. E quando essa necessidade ilegítima é invalidada - quando é tratada como sendo egoísta, como sendo uma exigência do outro - nosso coração está sujeito a se afastar do casamento, tentado a preencher este desejo em algum outro lugar, de alguma outra forma.

Para agir contra essa tendência, Deus estabeleceu o casamento com a mentalidade de "uma só carne". "A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher" (1 Coríntios 7:4).

O sexo não é para ser utilizado como uma negociação. Ele não é algo que Deus nos permite reter sem conseqüências. Apesar de existirem abusos a esse padrão projetado divinamente, a essência do casamento é a de nos dar ao outro para satisfazer suas necessidades.

O sexo é uma oportunidade dada por Deus para cumprir esse propósito.

Então, "não se recusem um ao outro," a Bíblia adverte, "exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio" (1 Coríntios 7:5).

Você é a única pessoa chamada e designada por Deus para satisfazer as necessidades sexuais do seu cônjuge. Se você permitir que a distância cresça entre vocês nessa área, se você permitir que a rotina tenha lugar em seu casamento, você está tomando algo que, por direito (e exclusivamente), pertence ao seu cônjuge. Se você permitir que seu cônjuge saiba - através de palavras, ações ou falta de ação - que o sexo não precisa ser mais do que você quer que seja, você rouba dele o sentido de honra e ternura que foi estabelecido por ordem bíblica. Você viola a unidade "uma só carne" do casamento.

Então, seja você aquele que se vê como o que está sendo privado, ou aquele que admite estar privando o outro, saiba que o plano de Deus é que vocês encontrem o equilíbrio e cheguem a um acordo. Mas saiba também que o caminho para cheguem até lá não é alcançado com reclamações, argumentações e mau humor. O amor é a única maneira de restabelecer a união apaixonada entre vocês. Cada um dos aspectos que O Desafio de Amar aborda - paciência, bondade, generosidade, atenção, proteção, honra e perdão - terá um papel na renovação da intimidade sexual de vocês. Quando o amor de Cristo é a fundação do seu casamento, a força da amizade e a relação sexual podem ser experimentadas a um nível que o mundo nunca conhecerá.

"Vocês foram comprados por alto preço", Deus declarou (1 Coríntios 6:20). Ele colocou o Seu amor em você e fez tudo para lhe fazer desejá-la. Agora é a sua vez de pagar o preço do amor para ganhar o coração da sua esposa ou do seu marido. Quando agir assim, você sentirá a felicidade absoluta que flui quando o sexo é feito por todas as razões corretas. E, como se não fosse suficiente, você também terá a oportunidade de "glorificar a Deus com o seu próprio corpo" (1 Coríntios 6:20). Que bonito!

» Desafio de hoje »
Se possível, relacione-se sexualmente com o seu marido ou com sua esposa hoje. Faça isso de maneira que honre o que seu cônjuge lhe disse (ou deixou implícito) a respeito das necessidades dele em relação à sexualidade. Peça a Deus para que esse momento seja agradável para os dois e para que também seja um caminho para uma intimidade cada vez maior.

OBS: Anote as suas experiências quando você concluir o desafio.

Essa foi uma experiência satisfatória para você? Se não aconteceu da maneira como você esperava, o que você acha que está dificultando a situação? Você já se comprometeu em levar isso a Deus em oração? Se foi bênção para os dois, o que você pode aprender com isto para o futuro?

Quão formosa, e quão aprazível és, 
ó amor em delicias! 
(Cantares de Salomão 7:6)

Fonte: O Desafio de Amar

5 de agosto de 2018

Série: Aprenda a evangelizar com Paulo (11/13)


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Bem-vindos à nova série de postagem “Aprenda a evangelizar com o apóstolo Paulo”. Ela foi adaptada do eBook “Transtornando o Mundo” de John Crotts, disponível para download gratuito.

Nesta postagem, Crotts explica o último ponto da mensagem evangelística de Paulo para intelectuais não-judeus.

5. Deus julgará o mundo
Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos. (Atos 17:30-31)

A sábia ignorância ateniense é um tema recorrente para Paulo. Os tempos da ignorância foram aqueles quando a luz da revelação de Deus estava confinada a uma única nação. Ao invés de brilhar a luz de Deus abençoando as outras nações, Israel a escondeu debaixo de um grande alqueire. O resto do mundo se chafurdava na ignorância. Conforme já vimos, no entanto, o mundo jamais ficou em completa escuridão.

A fraca luz da revelação geral na criação, nas consciências e na provisão (Atos 14:16, 17) esteve sempre brilhando. Mas, em sua pecaminosidade, as nações suprimiram sua luz. A ignorância espiritual nunca é uma bênção porque nunca é inocente. As superstições pagãs e as falsas religiões que estão sendo praticadas, neste exato momento, ao redor de todo o mundo não são inofensivas. Os participantes destas atividades religiosas vazias estão pecando contra o único Deus verdadeiro. Eles são culpados.

O fato de que o tempo de ignorância passada não tenha sido “levado em conta” confirma que era uma ignorância culpada. “Vocês, atenienses”, Paulo diz, “são culpados diante de Deus, não importa o quão piedosamente vocês tenham agido longe de Deus”.

“Não levar em conta” não significa despercebido ou perdoado. Romanos 3:25 afirma que Deus propôs Jesus, “no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”. Atos 14:16, 17, Romanos 3:25 e Atos 17 indicam a todos que a vinda de Cristo proporcionou um novo começo no relacionamento de Deus com a humanidade. O evangelho de Cristo foi lançado a partir de Israel às nações, mas agora as nações são consideradas em um padrão mais alto de responsabilidade. F. F. Bruce conclui corretamente que “Se a ignorância da natureza divina era passível de culpa antes, agora ela é indesculpável”.

O chamado para arrependimento é universal. Não somente todas as pessoas precisam se arrepender, mas todas as pessoas de todos os lugares. A culpa pela ignorância brevemente será chamada a prestar contas. Arrependa-se! Arrependimento é uma mudança na cosmovisão mais fundamental de uma pessoa, ou uma atitude do coração que produz uma mudança no estilo de vida. Em Atenas, assim como em Tessalônica, abandonar os ídolos seria uma evidência de arrependimento (“deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro”, 1 Tessalonicenses 1.9), mas em ambos os casos este chamado não é limitado aos ídolos. Deus exige uma completa mudança de coração e vida.

Há três fatos imutáveis sobre o julgamento vindouro, no versículo 31:

O Julgamento Vindouro Será Mundial
Todas as pessoas vivendo no dia em que Jesus retornar estarão qualificadas para o julgamento. Todas as pessoas que morreram antes da volta de Jesus também se qualificam para o julgamento. Pessoas ricas e pessoas pobres serão julgadas. Os altos e os baixos também serão julgados. O Juiz olhará para baixo, para as pessoas com cabelos de todas as cores, olhos de todas as cores e peles de todas as cores. Não será feita nenhuma exceção.

O Julgamento Vindouro Será Justo
Não haverá possibilidade de injustiças. Nenhum advogado manhoso conseguirá livrar um réu culpado diante do juiz. Este julgamento será uma grande demonstração da justiça essencial de Deus.

O Julgamento Vindouro foi Determinado
Eu não sei qual dia foi determinado para o julgamento, mas eu sei que um dia já foi determinado. Cada dia que passa nos leva para mais perto do dia do julgamento já marcado. Conforme Kent Hughes disse, “A humanidade não está se movendo para a extinção (como os epicureus pensavam), nem em direção a uma absorção no cosmos (como os estoicos pensavam). Mas a humanidade está se movendo [diretamente] em direção ao julgamento divino”.

Não somente o dia já foi determinado, mas também o juiz já foi designado. Quem é o juiz designado?

… como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele… e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos. Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados. (Atos 10:38, 42-43)

Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo. (João 5:25-29)

“Todas as nações foram criadas a partir do primeiro homem, Adão; por meio do último Adão, todas as nações serão julgadas”. A validação visível de Jesus como juiz veio quando ele foi levantado dos mortos. A ressurreição vindicou Jesus e o declarou tanto Senhor, quanto juiz. Conforme Paulo disse, em sua mensagem aos atenienses, Deus “destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”.

Tudo quanto Jesus ensinou foi confirmado pela ressurreição. Jesus não era apenas mais um mestre bem intencionado, alguém que era sincero, mas sinceramente errado. Ele não morreu meramente por uma causa nobre. Jesus Cristo foi literalmente erguido corporalmente dos mortos no terceiro dia. Sua mensagem era justa e o seu julgamento é certo.

E lá está Paulo, em pé, no centro do palco da capital intelectual e religiosa do Império Romano. Ninguém lá acredita que uma pessoa poderia se levantar dentre os mortos. Mas, por acaso Paulo engaja seu público em uma fundamentação filosófica para a plausibilidade da ressurreição? Não, ele simplesmente diz isso. Ao invés de tentar provar que Jesus está vivo, ele proclama que Jesus está vivo e deixa o Espírito Santo abrir os corações de seus ouvintes para a autenticidade de seu relato. Então, depois de simplesmente proclamar a ressurreição como um fato, ele a usa como prova do julgamento vindouro.

O Desafio de Amar - 31º Dia


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31° Dia
O Amor e o casamento

Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-a à sua mulher, e serão uma só carne.
(Gênesis 2:24)

Este versículo é o modelo original de Deus de como o casamento deve funcionar. Ele envolve um rompimento e uma postura", Ele reconstrói relacionamentos já existentes enquanto estabelece um novo. O casamento modifica tudo.

É por esta razão que casais que não levam a sério esta mensagem de "rompimento" e "apego" sofrerão as conseqüências ao longo do caminho, quando os problemas são bem mais difíceis de serem solucionados sem ferir alguém.

"Rompimento" significa que você está quebrando um laço natural. Os conselhos de seus pais devem ser respeitados, mas eles não podem mais lhe dizer o que fazer. Às vezes, a dificuldade de agir dessa maneira vem da fonte original. Os pais podem não estar prontos para liberar seu filho do controle e expectativas deles. Seja por causa de dependência em relação à saúde ou de lutas interiores relacionadas ao fato de "esvaziar o ninho", eles na maioria das vezes não querem compartilhar a responsabilidade que têm. Em casos como estes, o jovem precisa ser corajoso e escolher "romper" por ele mesmo. E, muitas vezes, este rompimento não é feito da maneira adequada.

Você e seu cônjuge estão vivendo com questões não resolvidas por causa da incapacidade de cortar o cordão umbilical? Seu pai ou sua mãe continua criando problemas dentro do seu lar - talvez sem que eles percebam? O que precisa ser feito para colocar um ponto final nesta situação antes que ela crie uma divisão grande demais em seu casamento?

Unidade é uma qualidade do casamento que precisa ser guardada a todo custo. O propósito do "rompimento", claro, não é perder totalmente o contato com o passado, mas preservar a unidade absoluta que o casamento deve ter. Somente em unidade você pode se tornar tudo aquilo que Deus deseja de você.

Se você está estreitamente ligado a seus pais, a identidade do seu casamento não terá a capacidade de florescer. Você sempre se achará preso, e uma raiz de divisão continuará lançando novos dardos em seu relacionamento. Isso não vai embora a menos que você tome uma atitude. Porque sem "rompimento" não pode haver o "apego" que você precisa, a ligação de coração que é necessária para que haja unidade.

''Apego'' traz a ideia de apegar-se a alguém com insistência, a ideia de reconhecer o cônjuge como sua nova fonte de refúgio e segurança. Este homem é agora o líder espiritual de seu novo lar, encarregado da responsabilidade de amar você "como Cristo amou a igreja e se entregou por ela" (Efésios 5:25). Esta mulher agora é uma em união com você, chamada para tratar "o marido com todo respeito" (Efésios 5:33).

Como resultado desse processo essencial, você agora é livre para se tornar tudo o que Deus quis dizer quando falou que vocês seriam uma só carne.
  • Vocês são capazes de alcançar unidade nas suas decisões, mesmo quando elas se iniciam com pontos de vista diferentes. 
  • Vocês são capazes de alcançar unidade em suas prioridades, mesmo que tenham "visões" completamente diferentes. 
  • Vocês são capazes de alcançar unidade em suas afeições sexuais em relação ao outro, mesmo se um de vocês ou os dois tiverem lembranças impuras do tempo vivido antes do casamento.

A decisão de Deus em fazer de vocês "uma só carne" no casamento pode tornar todas as coisas possíveis. 

Se não é dessa maneira que as coisas estão acontecendo na sua casa nesse momento, você infelizmente está incluído na maioria. Isso é característico de casais de todos os tipos – até mesmo os cristãos - ignorar o projeto de Deus para o casamento achando que sabem mais do que Deus. Gênesis 2:24 soa agradável e nobre quando enfeitado pelos votos do casamento. Porém, quando considerado um princípio fundamental a ser posto em prática em uma realidade de vida, ele simplesmente parece algo impossível de se fazer. Mas é esta realidade que você precisa fazer todo sacrifício para resgatar. 

É difícil - muito difícil, quando a busca pela unidade é basicamente feita por apenas um dos lados. Seu cônjuge pode não estar de todo interessado em resgatar a unidade que vocês tinham a princípio. Mesmo se houver algum interesse da parte dele, ainda deve haver questões entre vocês longe de serem resolvidas.

Mas se você continuar tendo o desejo pela unidade como primeiro plano no coração e na mente, com o passar do tempo seu relacionamento começará a refletir o plano inevitável "uma só carne" que é impresso no DNA do casamento. Você não precisa procurá-lo. Ele já está lá. Mas você precisa vivê-lo, ou não há nada mais a se esperar a não ser a desunião.

Rompa. Apegue-se. E arrisque-se a caminhar como uma só carne.

» Desafio de hoje »
Existe algum "rompimento" que você ainda não teve coragem de realizar? Confesse-o ao seu cônjuge hoje, e decida agir corretamente. A unidade do seu casamento depende disso. Siga a unidade com o compromisso com seu cônjuge e com deus de fazer do seu casamento o relacionamento humano mais importante da sua vida.

OBS: Anote as suas experiências quando você concluir o desafio.

Este tem sido um assunto difícil para você? Como isso tem afetado o seu relacionamento? Se o maior ofensor desta área é o seu cônjuge (com seus sogros), como você pode, amorosamente, transformar esse caso em uma situação melhor?

Para que todos sejam um; assim como tu, Ó Pai, 
és em mim, e eu em Ti.
( João 17:21)

Fonte: O Desafio de Amar